4 Septiembre 2011 David Ballota
Nación Red
Em fevereiro, dois jornalistas do The Guardian, David Leigh e Luke harding, único jornalista ocidental expulso de Moscou depois da guerra fria, publicaram no livro "Wikileaks. Inside Julian Assange's War on Secrecy" como o australiano facilitou-lhes a contra-senha para acessar os documentos da organização.
Assange escreveu para Leigh num pedaço de papel e lhe disse: "Esta é a contra-senha, mas você deve introduzir uma palavra adicional quando escrevê-la. Deves por "Diplomatic" antes de "History". Você se lembrará?".
Leigh pôde. E desde a publicação de seu livro em fevereiro essa contra-senha era conhecida por muita gente. Enquanto isso, os dados encriptados chegaram ao sistema BitTorrent - também como proteção de ataques contra a plataforma wikileaks -, que serve para por à disposição de forma descentralizada e distribuir aos usuários grandes quantidades de dados.
Durante meses a revelação do The Guardian se converteu em um segredo verbal em pequenos círculos explicam do Wikileaks. "Mas na semana passada, a difisuão (alheia ao Wikileaks) alcançou uma dimensão massiva crítica".
A primeira coisa feita por Assange quado soube da fuga intencionada da contra-senha foi contatar o Departamento de Estado dos EEUU para avisar-lhes do risco iminente. Pouco depois já circulavam pela internet documentos não publicados e nem vazados por Wikileaks. Além disso, os advogados da organização iniciaram um processo legal contra o diário The Guardian por descumprir o acordo de confidencialidade assinado por seu diretor, Alan Rusbridger.
Daniel Domscheit-Berg, membro do Wikileaks que abandonou a organização para iniciar um giro pelos meios atacando a Assange, já havia vazado(?) vários arquivos não publicados que havia levado da organização antes de despedir-se. O Wikileaks tinha constatado que estavam em poder dos serviços secretos de meio mundo. A vida das fontes está em perigo? Estavam a essa altura dos acontecimentos protegidas?. Assange voltaria a contatar o Departamento de Estado para advertir do que estava ocorrendo. Daquilo e da fuga da contra-senha em um livro passaram-se meses.
Muito tempo depois dessas "estranhas" fugas de informação o Wikileaks decide publicar os cable que já circulavam pela rede para obrigar os governos implicados a proteger suas fontes. A pergunta é se as fontes de alto risco (fala-se de uma centena) fora advertidas dos vazamentos que já estavam em poder dos mais vezeiros da rede e sem dúvida dos serviços secretos.
"Desde o momento que o Pentágono confirmou as fugas desta informação, muito antes dos vazamentos das contra-senhas facilitadas pelo The Guardian e os arquivos levados pelo seu colaborador, as fontes tiveram que ser avisadas e protegidas segundo os risco que correm", conta-nos um bom conhecedor dos serviços secretos (espanhóis) que avalia (grosseiramente) as declarações de um porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, que assegura, agora, que se fará todo o necessário "para assistir os que foram prejudicados por essas revelações ilegais". Os maus e o bons já estavam em poder dos cables muito antes da publicação feita pelo Wikileaks.
Julian Assange acusou também os grandes meios ocidentais de omitirem em suas publicações denúncias de crimes que figuravam nos cables. Como exemplo a escassa reverberação do cable a respeito da execução das crianças manietadas pela maioria da mídia que agora se diz escandalizada.
Como é possível que isto não seja manchete? Como é possível que não seja a primeira notícia dos informativos?, perguntas que são feitas diariamente nos círculos mais próximos de Assange e também de seus próprios seguidores.
Certamente que os direitos do livro em se fazia pública a contra-senha para acessar os arquivos com os documentos não publicados em poder de Wikileaks foram vendidos a Hollywood. A produtora de Steven Spielberg fará um filme ainda que não queira revelar o valor milionário que pagou pelos direitos do livro que facilitou o acesso à documentação restrita e protegida por Assange.
"Assim é como a sujeira termina nos livros de História: Spielberg prepara um filme sobre Wikileaks baseando-se no livro dos oportunistas", comentou Julian Assange ao conhecer a notícia.
O Wikileaks impulsionou as revoluções contra os tiranos e tem atuado como indutor dos protestos que no Marrocos forçaram reformas e na Espanha acentuaram a indignação dos cidadãos que descobriram um governo capaz de trair a família Couso, agir sob as ordens do embaixador e sua lei anti-download ou depreciar o processo pelo assassinato de nove cidadãos espanhóis em Ruanda. Aquele enorme escândalo que ficou quase desapercebido. As fontes devem ser protegidas, os políticos indecentes já o são.
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